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Editora Pinus

Exercícios de Perfeição e Virtudes Cristãs, Tomo I (Pe. Afonso Rodrigues)

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Exercícios de Perfeição e Virtudes Cristãs, Tomo I (Pe. Afonso Rodrigues)

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Disponibilidade: Esgotado.

R$32,00

Descrição Rápida

 Um documento em PDF com as primeiras páginas do livro pode ser visto em:

http://www.slideshare.net/epinus/exercicios-de-perfeicao-tomo-i



 

Apresentação

 

“O Reino dos Céus é também semelhante a um homem negociante, que busca boas pérolas. E, tendo encontrado uma de grande preço, vai, e vende tudo o que tem, e a compra” (Mt. XIII, 45-46). Essa parábola de Nosso Senhor Jesus Cristo, ainda que obviamente contenha outros significados primários, poderia também se aplicar, ousamos afirmá-lo, ao livro que o leitor tem agora em mãos: quem, direcionando a inteligência às verdades aqui tratadas e aplicando a vontade para colocá-las em prática, certamente encontrará o Reino dos Céus. Isso dizemos não com base em nosso simples juízo particular, mas apoiados no julgamento da Santa Igreja sobre este livro ao longo dos anos, como mostraremos.

Afonso Rodrigues (Alonso Rodríguez)[1] nasceu em Abril de 1538, provavelmente no dia 15[2].  Estudou cinco anos de gramática e três de filosofia em Valladolid, e depois dois anos de teologia em Salamanca. Fez voto de se tornar religioso e, muito provavelmente por causa dos sermões de um padre jesuíta, resolveu entrar na Companhia de Jesus. Em seu interrogatório de admissão ao noviciado, disse que, na vida secular, “era devoto e inclinado a rezar e dar esmola”, mas que não freqüentava (assiduamente) os Sacramentos, nem entendia de oração.

A sua piedade o fez ascender rapidamente, e em 1564 já era “mestre de noviços e confessor”, dois ofícios nos quais se especializou, principalmente no primeiro. Tendo sido enviado para a Província da Andaluzia, o Pe. Gil González, Provincial da Andaluzia, escreveu ao Superior dos Jesuítas, Pe. Aquaviva que o maior bem que ele fez à sua província, e o remédio mais salutar que lhe deu, foi o “haver trazido de lá o Pe. Afonso Rodrigues”, de quem se dizia que “nasceu para criar pessoas em espírito e devoção”.

Depois de algumas missões diversas, foi enviado para Córdoba, onde “ordenou os três tomos das Virtudes [Exercícios de Perfeição e Virtudes Cristãs]”. Em 1607, foi enviado para Sevilha, onde foi Mestre de noviços, vindo a falecer em 1616, com a recepção dos últimos sacramentos, inteireza de sentidos e tão grande sossego, “que mais parecia estar dormindo do que morto”.    

E morto não estava! “Eu sou a ressurreição e a vida; o que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá” (Jo, XI, 25). Vivia por meio da perpetuação de sua obra espiritual, pois seu espírito foi retratado em seus próprios escritos e práticas espirituais: “sua mais perfeita imagem, escreveu o P. Antonio Solis, são suas obras impressas, em que se retratou a si mesmo”. Vive ainda, portanto, pela verdade e pela virtude que transmitiu a tantos homens com seus escritos, mesmo depois de sua morte.

É tal a devoção presente nos escritos do Pe. Rodrigues, que estes conheceram um grande número de edições: 25 em espanhol, mais de 60 em francês (em sete diferentes traduções), 20 em italiano, pelo menos 10 em alemão e 8 em latim[3].  Ao todo, seu livro foi traduzido em pelo menos 22 línguas, um atestado de sua grande aceitação entre os fiéis como um instrumento efetivo para a prática de virtude. A presente publicação, cuja tradução, bastante antiga, é de Fr. Pedro de Santa Clara, foi composta com base na 3ª edição do livro publicada pela editora portuguesa União Gráfica, em 1927; em alguns (poucos) casos obscuros, cotejou-se a tradução com o original.  

A importância deste livro, ademais, pode também ser medida pelas recomendações que a ele deram os Santos, que nele colocaram um selo de aprovação sobrenatural.

Santo Antônio Maria Claret nos diz, em sua Autobiografia, depois de pregar os Exercícios Espirituais em 1862, que um dos propósitos que se propunha a guardar era fazer a leitura espiritual com o texto do Pe. Rodrigues. Várias vezes, ao longo de seu texto, Santo Antônio Maria Claret menciona o Pe. Rodrigues, direta ou indiretamente. A tal ponto, de fato, os Exercícios de Perfeição do Pe. Rodrigues influenciaram o santo, que ele chega a transcrever o texto do Pe. Rodrigues praticamente ipsis litteris em algumas ocasiões, como quando fala da importância dos livros espirituais.

Outro santo que o menciona expressamente é Santo Afonso Maria de Ligório; no seu livro “A Selva”, recomenda os Exercícios de Perfeição do Pe. Rodrigues para a meia hora de leitura espiritual do sacerdote, afirmando que é um livro cheio de piedade e unção.

Também o parecer dos teólogos que tratam sobre ascética cristã é concorde com o dos santos. O Pe. Adolphe Tanquerey, conhecido por seu domínio não só da seara das teologias dogmática e moral, mas também da espiritualidade, afirma que a obra do Pe. Rodrigues é excelente, ressaltando, sobretudo, sua praticidade. O Pe. A. Royo Marín, que escreveu um importante livro acerca da perfeição cristã, também enaltece o livro do Pe. Rodrigues.

Por fim, de tal maneira este livro do Pe. Rodrigues merece enaltecimento, que sua obra foi referenciada pelo Papa Pio XI, na Encíclica Unigenitus Dei, que discorre sobre os critérios que devem inspirar a formação do clero regular. Nela se diz:

 

“Leiam-se e considerem-se os utilíssimos escritos de S. Bernardo, do Seráfico Doutor S. Boaventura, de Afonso Rodrigues e dos que, em cada família religiosa, brilharam na arte de dirigir almas, cujo valor e eficácia, longe de se perderem ou debilitarem com os anos, parecem hoje ainda mais encarecidos”.[4]

 

O elenco de escritores que precedem a menção ao Pe. Rodrigues dão uma noção da grandeza de sua obra.

E, de fato, não é de espantar que sua obra tenha alcançado posição tão elevada nos conceitos eclesiásticos. Um rápido lançar de olhos aos temas por ela tratados, e à forma como são abordados, confirma que o livro é uma fonte de tesouros sobrenaturais como poucos o são: “O Reino dos Céus é semelhante a um tesouro escondido num campo, o qual, quando um homem o acha, esconde-o, e pelo gosto que sente de o achar, vai, vende tudo o que tem, e compra aquele campo” (Mat. XIII, 44).

Quanto aos temas abordados na primeira parte da[5] obra, que trata de vários meios para alcançar a virtude, podemos citar os seguintes: a estima e o desejo de nosso crescimento espiritual, o cumprimento exato dos deveres comuns, ao que ele confere bastante importância (aproximando-se de Santa Teresinha do Menino Jesus e antecipando-a, por assim de dizer), a retidão de intenção, caridade fraterna, oração, presença de Deus, exame de consciência e conformidade com a vontade de Deus.  

Na segunda parte, trata da mortificação, modéstia, silêncio, humildade, guerra contra as tentações e amor desordenado aos parentes, alegria e tristeza e os tesouros que a Santa Missa encerra.

Por fim, na última parte, discorre acerca de algumas virtudes próprias do estado religioso, tais como a finalidade da Companhia de Jesus, os votos, em geral e em particular, a necessidade de observância precisa das regras, consciência e correção fraterna.

No tratamento de matérias tão importantes quanto difíceis, o Pe. Rodrigues prima pela clareza na explicitação dos conceitos, e adiciona grande riqueza às explicações com o uso de comparações simples e familiares, mas sempre apropriadas, trazendo, por fim, exemplos edificantes e instrutivos, muitos relacionados às vidas dos padres do deserto e dos santos, nas quais vemos o Evangelho prático.

 Temos, portanto, a grande satisfação de, pela graça de Deus e de Nossa Senhora, trazer novamente ao público brasileiro esse tesouro de graças, rogando a Deus que, ao colocar em prática a doutrina aqui exposta, por meio da dedicação assídua à oração mental, possamos crescer no amor a Ele e sua Mãe Santíssima, até a consumação de nossos dias.

Que, fiéis à Sua graça, possamos continuar firmes e ardentes na propagação da verdadeira doutrina.

 

O Editor. 

[1] Não confundir com Santo Afonso Rodrigues (1532-1617), irmão coadjutor da Companhia de Jesus.

[2] Essas informações e as que seguem, acerca da vida do Pe. Rodrigues, encontram-se no artigo Tercer Centenário de la muerte del P. Alonso Rodríguez, Revista Razón y Fé, tomo 44, p. 141 e ss. Dele traduziremos livremente alguns trechos desta Apresentação.

[3] Informações essas contidas no verbete “Alonso Rodriguez” da Catholic Encyclopedia, que pode ser consultada em www.newadvent.org.

[4] Acta Ap. Sedis, vol. XVI, pág. 142. Cf. Introdução ao livro publicado pela editora União Gráfica, em 1927.

[5] Cada parte, na edição brasileira, se divide em 2 tomos.

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