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Vida de Santo Afonso Maria de Ligório

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Vida de Santo Afonso Maria de Ligório

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Disponibilidade: Esgotado.

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Um documento em PDF contendo as primeiras páginas do livro pode ser visto em:

http://www.slideshare.net/epinus/vida-de-santo-afonso-maria-de-ligrio-4776717

 

 

 



 

Transcrevemos, abaixo, o índice e, logo a seguir, um capítulo da obra, para que nossos leitores possam ter uma idéia de seu conteúdo.

ÍNDICE
 
 
I.                   Seu nascimento, sua infância e sua educação
II.                Exerce a advocacia e, obedecendo à voz de Deus, abandona o fórum
III.             Sua vocação. ─ Abraça o estado eclesiástico
IV.Zelo de Santo Afonso por sua perfeição espiritual. ─ A obra das Capelas
V.    Santo Afonso de Ligório no Colégio da Santa Família. ─ Suas missões na Apúlia. ─ Aparição da Virgem
VI.Em Santa Maria dos Montes.─ Princípios da Congregação do Santíssimo Redentor.─ Aparições celestiais. ─ Resolução de Santo Afonso. ─ Contradições que sofreu
VII.   Últimas provas. ─ Seus primeiros companheiros
VIII.       Obstáculos que teve que vencer Santo Afonso para a fundação de seu Instituto. ─ Caráter do Instituto. ─ Razão do êxito de seu fundador. ─ Vida de Santo Afonso e de seus religiosos. ─ Dissensões e dispersão
IX.Novas fundações e vocações. ─ Benéfica influência da Congregação
X.    A obra dos retiros.− Sua pregação e milagres.−   Supressão violenta das casas de Formícola e de Scala
XI.Missões em Nápoles.─ Pronunciam os Redentoristas seus votos. ─ Don José de Ligório em Ciorani. ─ Fundação em Nocera de Pagani. ─ Perseguição. ─ Morte de monsenhor Falcoia
XII.          Continua a perseguição. ─ Abertura do convento de Pagani. ─ Restabelece-se a paz. Fundação de Deliceto. ─ Morte edificante de Vito Curzio.─ Aparição da Virgem
XIII.       A fundação de Caposele. ─ Favores da Virgem. ─ Santo Afonso tramita o reconhecimento civil de seu Instituto pelo Rei. ─ Recusa o Arcebispado de Palermo. ─ Volta a Nápoles
XIV.       Aprovação da Regra dos Redentoristas. ─ Primeiro capítulo geral. ─ Vida interior e governo da Congregação
XV.          Nova perseguição. ─ Fundações, conversões e milagres. ─ Santo Afonso em Amalfi
XVI.       Reforma do Seminário de Nola e do Orfanato de Gaeta. ─ Projeta uma missão para converter os nestorianos da Ásia
XVII.    É nomeado Bispo de Santa Águeda. Adoece gravemente. ─ Sua consagração
XVIII.Toma posse de sua Sede. ─ Sua vida em Santa Águeda
XIX.       Trabalhos pastorais de Santo Afonso. ─ Adoece gravemente. Meios dos quais se valeu para santificar sua diocese
XX.          Caridade de Santo Afonso. ─Assiste a um Capítulo geral de sua Congregação e volta a cair doente. ─ Um milagre. Apresenta a renúncia de sua dignidade episcopal e o Papa não a aceita
XXI.       Funda Santo Afonso em Santa Águeda uma casa de religiosas Redentoristas. ─ O barão de Maffei persegue a Congregação
XXII.    Nova enfermidade de Santo Afonso. ─ Fica paralítico, mas continua exercendo sua missão apostólica
XXIII.Os Redentoristas, perseguidos em Sicília. ─ Cuidados do Santo com a família de seu irmão
XXIV.Continuam as perseguições contra a Congregação em Nápoles e em Sicília. ─ Saem os Redentoristas de Sicília. ─ Prediz Santo Afonso a morte de Clemente XIV
XXV.    Coragem de Santo Afonso nos sofrimentos e nas perseguições de seu Instituto. Santo Afonso e a Companhia de Jesus, e sua compaixão por Clemente XIV. Sua carta ao Sacro Colégio. ─ Volta dos Redentoristas a Sicília
XXVI.O Papa admite sua renúncia à mitra. ─ Regresso a Pagani. ─ Vida de Santo Afonso no seu retiro
XXVII.         Continua Maffei perseguindo a Congregação do Santíssimo Redentor. ─ Triunfo dos Redentoristas. ─ Profecia e milagre. ─ Terrível prova
XXVIII.      Caluniado por Seggio, é deposto pelo Papa. ─ Virtudes das quais deu mostras Santo Afonso nessa grande tribulação
XXIX.Cai doente mortalmente. ─ Seu heroísmo, sua paciência e seu extraordinário fervor
XXX.    Aparece-lhe a Santíssima Virgem em seus últimos momentos. ─ Sua ditosa morte. ─ Funerais e milagres
XXXI.Os processos de sua beatificação e canonização
XXXII.         Santo Afonso Maria de Ligório, Doutor da Igreja. ─ Suas obras
XXXIII.      A Bula “Qui Ecclesiae suae nunquam”

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XIX
Trabalhos pastorais de Santo Afonso. ─ Adoece gravemente. Meios dos quais se valeu para santificar sua diocese.
 
 
Um dos primeiros cuidados de Santo Afonso, depois da missão que deu na Catedral para inaugurar suas tarefas pastorais, foi visitar o Seminário de sua diocese, porque com razão entendia que da organização dessas escolas do sacerdócio depende, em grande parte, a conduta moral do clero e o nível intelectual de seus membros.
O Seminário de Santa Águeda contava com grande número de alunos, mas neles abundavam os de escassa capacidade; e não eram poucos, infelizmente, os que observavam uma conduta pouco conforme com o santo ministério ao qual estavam destinados. Nosso bem-aventurado foi eliminando discretamente uns e outros, e com o objetivo de dar maiores garantias à vocação dos aspirantes ao sacerdócio, reformou o Regulamento daquele centro docente eclesiástico; nomeando um religioso Dominicano, Frei Tomás Caperto, varão cheio de virtudes e de ciência, e muito recomendável por suas condições de caráter, como coadjutor de seu reitor octogenário. Melhorou também os métodos de ensino; substituiu por outros alguns livros de texto que não respondiam a seu objetivo; e assistia duas vezes por semana às aulas, para estimular com sua presença o zelo dos professores e a aplicação dos alunos.
Estabeleceu também conferências mensais sobre teses teológicas e filosóficas, e ordenou a leitura periódica de fragmentos de literatura compostos em latim ou em língua vulgar pelos alunos, dispondo também que uma vez por semana os seminaristas fizessem práticas de pregação, que ele mesmo presidia.
Isso no que se referia aos estudos, pois no tocante às virtudes que devem adornar todo sacerdote, foram, se é possível, maiores os desvelos de nosso zeloso prelado. A meditação diária, a reza cotidiana também do santo Rosário, a leitura espiritual, o exame diário de consciência, a visita todas as tardes a Jesus Sacramentado e à Santíssima Virgem, o retiro de um dia ao mês e de oito a cada ano, foram os principais meios dos quais se valeu para formar a parte moral dos seminaristas, e o resultado que obteve com eles encheu seus esperanças, pois logo foram citados como modelos de virtude e de ciência os sacerdotes que saíam do Seminário de Santa Águeda.
Conseguido esse triunfo, começou a fazer uma visita pastoral a sua diocese. Encontrando-se em Airola, foi surpreendido por um ataque de asma, que, unido a outras moléstias, pôs em perigo sua preciosa existência. Apesar disso, ainda prosseguiu exercendo os deveres de seu cargo pastoral da forma que lhe permitia seu estado, fosse chamando os párocos para ficarem a par das necessidades de seus paroquianos, ou dirigindo longas e eloquentes exortações aos que o visitavam, celebrando o santo sacrifício da Missa em seus aposentos e não omitindo as práticas de devoção que se havia imposto; até que a prostração completa de suas escassas forças o obrigaram a não poder mover-se do leito, imerso em um mal-estar que o fez pensar se estaria em perigo próximo de morte.
Perguntou-lho ao médico que o assistia, e como este lhe respondeu afirmativamente, chamou seu secretário para dizer-lhe que lhe dessem a Extrema-unção, pois naquele dia, como nos anteriores, havia comungado. Fez-se como desejava, e uma alegria imensa refletiu-se em seu semblante, acreditando que havia chegado a hora da liberação de sua alma das correntes que a prendiam a seu corpo; mas como nos desígnios de Deus não estava ainda sua saída desse mundo, depois de vários dias de grandes sofrimentos entrou em período de convalescença, que foi o sinal para voltar a empreender de novo suas tarefas pastorais, sem esperar que se consolidasse a cura.
Muito fraco ainda, prosseguiu sua ininterrupta visita aos povoados de sua diocese, montado de lado em um asno de aluguel, e, como uma vez pessoas endinheiradas ofereceram-lhe uma carruagem para que fosse com alguma comodidade, respondia com santa jovialidade:
− Vou muito bem sobre meu asno, que é uma maravilha.
Contrastava com esse abandono de sua própria pessoa, e era objeto para a edificação de todos que o viam viajar daquela maneira, sua compaixão pelas pessoas de humilde condição, que se dedicavam aos labores do campo sob o sol abrasador do clima italiano. Certo dia em que viu um homem carregado com um pesado fardo, exclamou, como respondendo aos que lhe rogavam que aceitasse um meio de locomoção menos molesto do que o seu jumento:
− Olhai esse pobre homem. Quem vai com mais comodidade, eu sobre meu asno ou ele, encurvado sob o peso de um fardo tão grande?
Quando se hospedava em algum lugar escolhia sempre a casa mais humilde, e naqueles casos em que não podia negar-se a aceitar a hospitalidade de algum poderoso, cedia os cômodos que lhe destinavam a qualquer um dos que o acompanhavam, e às vezes ao irmão leigo que o servia, e ele acomodava-se no aposento mais escuro e estreito da casa.
Apesar das fatigas que, além das inerentes a longas viagens, impunha-se voluntariamente em suas visitas pastorais, jamais excluiu nenhuma de suas acostumadas austeridades. Seu alimento era tão parco como quando residia em sua sede, mortificava seu corpo com os mesmos cilícios, e não dormia senão em seu enxergão de palhas.
Não creiamos por isso, entretanto, que descansava quando regressava a Santa Águeda, depois de uma dessas viagens pastorais. Como pai de família que sabe que seu inimigo não dorme jamais, vivia também desvelado para guardar o sono de seus obreiros. Além da composição de seus livros, cujo número e importância, conforme veremos mais adiante, bastariam para preencher toda a vida de um homem extraordinariamente ativo, seus sermões dominicais, sua catequese às crianças, as visitas aos doentes, o acúmulo de audiências que dava em seu palácio, aberto a todas as horas aos que iam buscar consolos e luzes para as suas almas e recursos materiais para os seus corpos, as novenas e missões nas quais pregava, e que eram quase contínuas, tudo isso não lhe deixava um momento de repouso, fora do estritamente necessário para que não desfalecesse seu corpo.
E esse exemplo constante de todas as virtudes, essa prática incessante, essa abnegação que o levava ao sacrifício para remediar toda necessidade espiritual e corporal do próximo, obravam mais prodígios de santificação em seus diocesanos que sua palavra cheia de unção evangélica, com a qual tantas conversões obtinha. Porque quem, ao vê-lo tão humilde, colocado em dignidade tão alta, não amava a humildade? Quem, ao vê-lo tão paciente, não amava a mansidão? Quem, ao contemplá-lo tão mortificado, não amava a austeridade?
Fez muitos milagres, como todos os Santos, alterando as leis da natureza, porém, quem poderá contar os prodígios da graça que seu exemplo produziu nas almas de inumeráveis pecadores?
Assim conseguiu santificar sua diocese; desse modo conquistou a veneração, por ele não buscada, de quantos que tiveram a sorte de tratar com ele, e por esse meio poderosíssimo do bom exemplo transformou em amigos sinceros seus mais encarniçados detratores.
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